quinta-feira, 19 de outubro de 2017

DIA DO. PIAUI: Mensagem do deputado José Hamilton


quarta-feira, 18 de outubro de 2017

Governador Wellington Dias inaugura Centro de Parto Normal de Parnaíba nesta quarta-feira

O governador Wellington Dias e o secretário de Estado da Saúde, Florentino Neto, entregam mais uma unidade de Centro de Parto Normal(CPN), dessa vez em Parnaíba. A solenidade de inauguração ocorre nesta quarta, dia 18, na programação do aniversário do Dia do Piauí. Com esta unidade, o Piauí passa a contar com quatro CPNs, sendo um em Teresina, outro em Piripiri e outro em Floriano.
O CPN integra uma rede de cuidados à mulher e ao bebê que se consolida na região litorânea, passando a contar com todo aparato necessário para um parto e pós-parto qualificado no Hospital Estadual Dirceu Arcoverde(HEDA): ala obstétrica com 34 leitos e ainda ambulatório especializado para gestação de alto risco; dez leitos de Unidade de Terapia Intensiva Neonatal(UTIN); dez leitos de Unidade de Cuidados Intermediários(UCIN) e Casa da Gestante. Agora com o CPN, serão cinco salas PPP(Pré e Pós-Parto), ou seja, mais uma estratégia de fortalecimento à maternidade, ao parto humanizado, com investimentos do Governo do Estado e da Rede Cegonha, do Ministério da Saúde.
A imagem pode conter: céu, casa e atividades ao ar livre
Florentino afirma que “essa unidade é condizente aos investimentos feitos naquela região, especialmente da Rede Cegonha. Já entregamos uma UTIN, uma UCIN, fizemos melhorias no setor de obstetrícia, que está em condições adequadas de atendimento. E mais recentemente, inauguramos a Casa da Gestante, toda uma rede adequada aos cuidados da mãe e bebê”. 
De acordo com ele, o fortalecimento das ações na área materno-infantil do HEDA vai possibilitar a manutenção de um indicador, que faz o HEDA ser referência nacional: mais de 85%, dos 300 partos realizados mensalmente, são naturais. “Essa unidade, vinculada ao HEDA, atua na filosofia de incentivar o parto normal e dentro das diretrizes da Organização Mundial de Saúde(OMS). Com este Centro, é mais um apoio para proporcionar a realização de partos naturais”.
Consultórios odontológicos
Ainda na programação do Dia do Piauí, em Parnaíba, a Secretaria de Estado da Saúde entrega ao campus da Universidade Estadual do Piauí(UESPI) 12 consultórios odontológicos para a prática acadêmica do curso de Odontologia. Além de cadeiras, a Secretaria disponibiliza também os equipamentos periféricos, como cinco ultrassom e um aparelho de Raio-X. 
Os consultórios irão beneficiar a população da região de Parnaíba, com a oferta de 12 mil procedimentos ao ano. Cerca de 300 alunos estão matriculados no curso de Odontologia da UESPI de Parnaíba.
Inauguração do Centro de Parto Normal – CPN
Dia: 18 de outubro(quarta-feira)
Horário: 15h30
Local: Hospital Estadual Dirceu Arcoverde – HEDA
Rua Ricardo Rodrigo Coimbra, 1650 – Bairro Rodoviária
Por: Graciene Nazareno 

terça-feira, 17 de outubro de 2017

Governador Wellington Dias inaugura obras em Parnaiba nesta quarta-feira(18)


Governo do Estado entrega Mérito Renascença em Parnaíba nesta quarta (18); veja lista

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Nos dias 18 e 19 de outubro serão realizadas as solenidades de Outorga da Ordem Estadual do Mérito Renascença do Piauí, em Parnaíba e Teresina, respectivamente, como parte das celebrações ao Dia do Piauí. O governador Wellington Dias fará a entrega da honraria a personalidades que prestaram relevantes serviços à sociedade piauiense. Ao todo, noventa e nove pessoas serão homenageadas.
Renascença
A comenda piauiense foi criada em 1975 pelos intelectuais armando Madeira Bastos e Arimatheia Tito Filho, que tiveram grande destaque na educação e cultura piauiense. A Ordem Renascença representa a gratidão e a homenagem ao trabalho de homens e mulheres, bravos e destemidos, que buscam melhores condições de vida para nossa gente e a justiça social com igualdade para todos.


Confira a lista de homenageados:

Ordem Estadual do Mérito Renascença do Piauí
Parnaíba, 18 de outubro de 2017
Cavaleiro
Antônia de Brito Castro
Carlos Eduardo Almeida de Moura Junior – “Post Mortem”
Francisco Maranhão de Castro
José Haroldo Viana Filho
Marcus Vinícius de Araújo Carvalho
Maria Antônia de Oliveira dos Santos
Maria de Lourdes dos Santos Cardoso
Maria de Oliveira Gomes
Solange Maria do Espírito Santo Justo do Nascimento

Oficial
Adrizia Fontinele Carvalho da Silva
Antônio Carlos Pereira da Silva
Bernardo Pereira Pinto
Carina Thomaz Câmara
Cristina Dislich Ropke
Elvis Machado
Ernesto Mendes de Sousa Caldas
Evandro Sousa Brito
Fernando Rodrigues Pessoa
Francisco das Chagas Fontenele de Oliveira
Germano Tavares Pedrosa e Silva
Ithalo Furtado Pereira
Janylson Raymundo Veras Araújo
Jurandir de Souza Silva
Márcio Brito Fernandes
Maria de Fátima Oliveira Castelo Branco
Maria do Amparo de Sousa Paz
Miguel Bezerra Neto
Raimundo Nonato de Oliveira
Rejane Tavares da Silva
Tacyane de Azevedo Machado
Walquíria Rodrigues Alencar
Wellington de Araújo Alves
Wilson de Sousa Cabral Filho

Comendador
Alinne Castelo Branco Gibson
Benjamim de Brito Bacellar
Carlos Alberto Seixas de Aquino
Cristiano Pessoa Lages
Eyder Franco Sousa Rios
Hélcio Carvalho Mesquita de Araújo
Inácio Marinheiro de Oliveira
Joaquim Lopes Saraiva
Marcos Vinícius Lima Mazullo
Raimundo da Paz Sobrinho
Safira Maria Veras dos Santos

DEPOIMENTO SOBRE ASSIS BRASIL

Por Alcenor Candeira Filho 
Francisco de Assis Almeida Brasil, um dos expoentes da literatura brasileira,  nasceu em Parnaíba-PI em 1932. Morou durante a maior parte da vida no Rio de Janeiro, onde escreveu em  grandes órgãos da imprensa do país. Reside atualmente em Teresina-PI, ocupando uma das cadeiras da Academia Piauiense de Letras. 
     Exemplo de polígrafo, sua obra compreende diversos gêneros: romance, novela, conto, infanto-juvenil, ensaio, crítica literária e paradidático, num total de mais de 150 livros. 
     Destaca-se na sua produção literária as obras que compõem as seguintes categorias: Tetralogia Piauiense, Ciclo do Terror e Romances Históricos. 
     BEIRA RIO BEIRA VIDA, A FILHA DO MEIO QUILO, O SALTO DO CAVALO COBRIDOR e PACAMÃO são os romances que compõem a TETRALOGIA PIAUIENSE, que de certa forma representa um retorno do escritor à terra de nascimento, da qual se afastou na adolescência. A Parnaíba do segundo quartel do século XX serve de pano de fundo para o desenvolvimento do enredo de cada romance, todos interessados na denúncia social. BEIRA RIO BEIRA VIDA é o mais importante romance da Tetralogia,  vencedor do Prêmio Nacional Walmap (1965). As personagens centrais dessa obra-prima do moderno romance brasileiro são pessoas sofridas, miseráveis (prostitutas, marinheiros, canoeiros, vareiros), habitantes do velho bairro Tucuns – atualmente São José -, localizado às margens do rio Parnaíba. A FILHA DO MEIO-QUILO e PACAMÃO constituem uma crítica à classe média parnaibana, revelando as fraquezas da pequena burguesia. Por fim, O SALTO DO CAVALO COBRIDOR, obra menos expressiva da Tetralogia, é um romance regionalista, cujo protagonista se chama Inação, empregado do dr. Gervásio, protótipo do burguês rural.  
     Como alguns membros  da burguesia de Parnaíba se identificaram com as personagens da Tetralogia, criou-se na cidade um certo preconceito,  felizmente já superado, contra os romances de Assis Brasil, a ponto de impedirem que os mesmos circulassem em suas casas. O sociólogo e historiador parnaibano Manoel Domingos Neto no artigo “A Primeira Vez que Li Assis Brasil”, publicado na 61ª edição do ALMANAQUE DA PARNAÍBA, se declara uma dessas vítimas da mentalidade tacanha reinante na província, declarando que hoje compreende a razão pela qual seu avô censurava BEIRA RIO BEIRA VIDA:  
 
Talvez agora eu tenha melhores condições para 
compreender meu avô quando proibiu-me de ler Assis 
Brasil.  Além da solidariedade aos amigos que sentiram-se  
desonrados, além da lembrança dolorosa da perda do  
filho, havia, sim, outro motivo para a censura a esse  
escritor excepcional. Assis Brasil operou em rota de colisão 
com os comerciantes ricos de Parnaíba, mostrou o  lado  
feio e fedorento da cidade orgulhosa. O lado que os 
abastados, por instinto, precisam esconder”. 

     Após ganhar em 1965 o prêmio Nacional Walmap com BEIRA 
RIO BEIRA VIDA, - Assis Brasil voltou a conquistar esse prêmio em 1975 com OS QUE BEBEM COMO OS CÃES, obra que faz parte do CICLO DO TERROR, juntamente com O APRENDIZADO DA MORTE, OS CROCODILOS e DEUS, O SOL, SHAKESPEARE, e que se desenvolve em um presídio, tendo como  principal personagem o professor de literatura Jeremias.  
     OS QUE BEBEM COMO OS CÃES é um romance que se distancia da estrutura tradicional da ficção brasileira. Uma das novidades dessa  obra é a repetição de títulos dos capítulos e de cenas (a cela, o pátio, o grito) em torno do preso político Jeremias, no período da ditadura militar no país, culminando com o seu suicídio. 
     Passo agora a falar dos romances históricos de Assis Brasil. 
     É modesto no país o acervo de obras de ficção nessa categoria. 
     Iniciado na vigência do romantismo, com O GUARANI (1857), de José de Alencar, seguido de IRACEMA, AS MINAS DE PRATA, A GUERRA DOS MASCATES e UBIRAJARA, todos do mesmo autor, - nosso romance  histórico é marcado na origem não pela 
exatidão histórica, mas pela visão fantasiosa, muitas vezes lendárias, do ambiente e do nativo. 
     Depois de Alencar, poucos ficcionistas  brasileiros têm produzido no gênero. 
     Diante dessa lamentável realidade cultural, torna-se digno de registro o fato de que dois intelectuais piauienses, Renato Castelo Branco e Assis Brasil, ambos nascidos em Parnaíba, publicaram a partir dos anos 80 importantes romances históricos, exatamente dez, cinco de cada autor. De Renato Castelo Branco: RIO DA LIBERDADE (A GUERRA DE FIDIÉ);  SENHORES E ESCRAVOS (A BALAIADA); A CONQUISTA DOS SERTÕES DE DENTRO; O PLANALTO e DOMINGOS JORGE VELHO E A PRESENÇA PAULISTA NO NORDESTE. De Assis Brasil: NASSAU, SANGUE E AMOR NOS TRÓPICOS; VILLEGAGNON, PAIXÃO E GUERRA NA GUANABARA; PARAGUAÇU E CARAMURU: PAIXÃO E MORTE DA NAÇÃO 
TUPINAMBÁ; TIRADENTES, PODER OCULTO O LIVROU DA FORCA 
e JOVITA, MISSÃO TRÁGICA NO PARAGUAI, destacando-se os dois últimos como os mais importantes. 
     Os romances históricos de Assis Brasil resultam de ambicioso projeto literário voltado para a reconstituição de quatrocentos anos de nossa história: século XVI: Villegagnon e Paraguassuséculo XVII: NASSAU; século XVIII: Tiradentes; século XIX: Jovita. 
     TIRADENTES, considerado pelo próprio autor como o seu melhor livro, a sua obra-prima, é um romance gigantesco (462 páginas) em que é posto em questão o  que a maioria dos historiadores tem evitado abordar: Tiradentes  não teria sido enforcado, uma vez que fora substituído na forca por um sacristão da Sé (Isidro Gouveia), ou por um ator ítalo-brasileiro (Renso Orsine), contratado na Europa para “o simulacro da forca”. 
     Em JOVITA, MISSÃO TRÁGICA NO PARAGUAI, Assis Brasil nos apresenta uma mulher extraordinária, Jovita Alves Feitosa, nascida no Ceará e queimada no holocausto de Acosta Ñu, por determinação do Conde d’Eu. 
     Devem ser lembradas ainda na copiosa obra de Assis Brasil as antologias poéticas estaduais da Coleção Poetas Brasileiros  (POESIA PIAUIENSE NO SÉCULO  XX, A POESIA CEARENSE NO SÉCULO XX e mais outras nove) por ele organizadas e anotadas, editadas nos anos 90 pela Imago Editora Ltda. em parceria com órgãos oficiais dos respectivos Estados, com o propósito de mostrar que o Brasil não é apenas a rua do Ouvidor”, como já lembrava Sílvio Romero no século XIX. 
     No campo da crítica e do ensaio, Assis Brasil publicou mais de vinte livros, com destaque para  A VIDA PRÉ-HUMANA DE JESUS, recebido  com muitos louvores por intelectuais brasileiros. 
     São notáveis também  os ensaios sobre Graciliano Ramos, Carlos Drummond de Andrade, Joyce, Faulkner, Manuel Bandeira, João Cabral de Melo Neto, bem como os livros que tratam da nova literatura brasileira (O romance, A poesia, O  
conto, A crítica, O modernismo, A técnica da ficção moderna, Como entender a estética moderna). 
     No 4º Salão do Livro do Piauí – Ano Assis Brasil – realizado em Teresina em 2006, diante de um auditório lotado com mais de mil pessoas, o maior número de ouvintes presenciais que já experimentei na vida, ocupei a tribuna do Centro de Convenções de Teresina para proferir a conferência intitulada “Panorâmica da Obra de Assis Brasil”. A experiência foi para mim inesquecível e imensa a responsabilidade, principalmente pela presença do homenageado, aplaudido de pé ao adentrar no auditório...